Rio ComiCon 2011

Quase tudo pronto para a Rio Comicon 2011, Festival Internacional de Quadrinhos e Cultura Pop. A convenção começa dia 20, próxima quinta e vai até domingo, dia 23 de outubro, no Ponto Cultural Barão de Mauá, Estação Central da Leopoldina.

Vou levar quatro pôsteres (Smurfs Wars, Hellboy, Necronata e Have a Nice Beer), todos exclusivos da Rio Comicon por R$25 cada / dois por R$40. Também teremos cards exclusivos do Diburros a R$1,00 cada e o Diburros Sketchbook, tudo no estande da White Russian Society, onde estarei junto com as lendas Rafael Albuquerque, Roger Cruz, Gustavo Duarte, Pedro Franz, Grampá, Rafa Coutinho e o Karmo.

Quem estiver no Rio, apareça e leve seu engov, quem não tinha motivos para ir ou não sabia, ainda dá tempo de comprar a passagem, fazer a inscrição e preparar seu cosplay de #mulherdocoringa.

Até lá!

Rio ComiCon 2011 Av. Francisco Bicalho  s/nº, Ed. Barão de Mauá (Estação da Leopoldina) Rio de Janeiro – RJ  (21) 3232-9563


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O Almanaque dos Mortos

Próximo sábado dia 24 na Comix das 13h às 18h tem lançamento novo do Danilo, o álbum Necronauta – O Almanaque dos Mortos. É o segundo volume com as histórias do personagem, ainda mais recheado de extras, bem feito e divertido do que o primeiro. Acima estão dois estudos que usei pra desenhar o meu Pin-Up desta edição.

Se estiver em São Paulo sábado e gostar de quadrinhos, essa é a pedida. Se estiver em Curtiba, leia o post logo abaixo passe na Itiban.

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San Diego Comic Con 2011

O sketchbook não é um produto, é um subproduto. É o que sobra depois que você termina um trabalho. São seus esboços, suas idéias, ensaios, experimentações. Também é seu caderno de anotações, um documento pessoal seu que registra experiências visuais sob sua ótica e não deixa sua mão enferrujar.

Pra mim isso é o mais interessante, quando pego um sketchbook de um artista que eu gosto, estou olhando além do trabalho final, estou vendo o processo criativo do cara, seus thumbnails, erros, acertos e decisões que todo projeto demanda e que quase nunca aparecem. Também estou vendo seus desenhos descompromissados, seus rabiscos e aquilo que ele gosta de fazer simplesmente pelo prazer de desenhar.

É por isso que estou sempre olhando os livros de making of , como os “The Art of…” que sempre trazem desenhos incríveis, muitos esboços e conceitos essenciais para a produção de um filme, um jogo e também uma HQ. Pra quem desenha, ou se interessa pelo assunto é um prato cheio, pode mudar o seu dia.

Sketchbooks não são muito comuns aqui no Brasil, dá pra entender. Se produzir uma HQ já é um trabalho considerável e dificilmente dá grana (ainda mais se você for independente), imprimir e distribuir um livro só com esboços e direcionado para um público ainda menor é bem complicado. Mesmo assim acho que esses livrinhos são bastante enriquecedores e gostaria de ver a moda pegar. Por isso que quando fui levar meu humilde sketchbook pra San Diego Comic-Con há três semanas, disse que queria voltar com um monte.


The BLVD studio, Patrick Morgan, Taesoo Kim, Eric Canete, Adam Hughes, Frank Cho, Neal Adams, Pierre Alary, Igor-Alban Chevalier, Claire Wendling, Mike Mignola, Geof Darrow, Chris Sanders, Paul Guinan e Terry Dodson.

Sendo essa a minha primeira convenção, é natural que o mais bacana tenha sido a oportunidade de conhecer e conversar com os próprios artistas, gente que conheço desde pequeno, sempre acompanhei o trabalho e também gente nova e talentosa que descobri já na era da internet. Entregar meu livro pra esses caras, ouvir na sequência “I’ll trade you”, e receber de volta o sketchbook deles, é pra mim além de uma honra, um sinal de que são muito educados ou gostaram do material (quem sabe os dois?).

Dos grandes, o único que não retribuiu a gentileza foi o Mestre Neal Adams, mas ok, mesmo tendo fama de chato, conversou comigo numa boa e me tratou muito bem. Aconteceu a mesma coisa com o Adam Hughes, sempre ouvi que era um mala mas foi muito legal e me perguntou “What do you do? Why don’t I know your work?” Respondi que sou ilustrador no Brasil, tenho um estúdio chamado Macacolândia e trabalho basicamente para agências de publicidade, “Ah! A real job”, concluiu. É uma piada velha, vários responderam isso.

Na contra-mão dos chatos existe sempre o Sérgio Aragonés. Respeitado e querido por todo mundo, ele fez juz à sua reputação de gente-finíssima. Depois que você conversa um pouco com ele, parece um tio seu. Amigo do Ziraldo, curte uma caipirinha e faz tudo pra te agradar. Quando voltei lá com o Gustavo, desenhou o Groo, deu presentes, fez desconto nos livros e contou histórias sobre o Salão de Humor de Piracicaba de 1976. Mal sabe ele que é um dos grandes responsáveis pela formação do caráter de muitos da minha geração.

San Diego Comic-Con é um evento de fãs, das 50.000 pessoas que por lá passavam diariamente, uma modesta porcentagem estava em busca de conhecer novos artistas e novos trabalhos. O pessoal queria mesmo, além de assistir palestra com celebridades e testar novos jogos, é o contato com os ídolos, autógrafos, quick-sketches, exatamente como eu, alguns parágrafos acima.

 

 

Sketches matinais feitos na Panera Bread. Jovem Brando eu, e a velhinha do coringa pelo Rafa Albuquerque.

Sendo eu portanto um marinheiro de primeira viagem, um artista completamente desconhecido, reconheço que o Diburros Sketchbook 2011 fez um certo sucesso, o que foi ótimo. Não por nada, mas estava muito bem localizado e acompanhado desses caras que por lá já são celebridades há alguns anos. Não é a toa que paparam mais EisnersFábio MoonGabriel Bá e Rafael Albuquerque juntamente com a Becky Cloonan, nossa queridíssima Jill Thompson e é claro, o Gustavo Duarte, já veterano nessas convenções internacionais e lançando sua terceira HQ independente: Birds, sucesso absoluto na convenção.

Nosso Booth era o #1320, numa esquina bem localizada e movimentada. Nunca nos United States of America se falou tanto do Filme do Bátima nem na #mulherdocuringa como naqueles 4 dias. Eu, o Rafa Albuquerque e o Gustavo até concebemos um projeto em HQ que anunciaremos em breve sobre o assunto. Aguardem.

Outros brasileiros também circulavam, o João Ruas (conhecido nos EUA como Johnny Streets) acabou me ensinando o segredo da sua arte: guache cinza. Obviamente não vou contar como é porque essa informação vale muita grana, mas agora tudo faz sentido.

O Eisners Awards foi um evento à parte. Além de estar lá pela primeira vez, tive o prazer de ver (e tuitar) ao vivo o , Moon e Rafa marcarem mais um tento pro Brasil em San Diego, passando na frente de muitos favoritos. Mas a gente já sabia. “You know what this show needs?  More brazilian brothers” disse o inglês no palco quando eu voltava com a cerveja. Ainda assim, a festa seria maior se os bares, hotéis e 7-Elevens vendessem bebida até um pouco mais tarde.

Mais um detalhe bacana, em cada acento do auditório tinha um livro do Will Eisner pra você levar. Aproveitamos pra completar a coleção.

A gente também fez um poster pra vender autografado no Booth, “The 7 Monsters Jam 2011″. Infelizmente não ficou pronto a tempo e no fim o correio americano ainda pisou na bola.

O Omelete apareceu por lá. Detalhe, na entrevista eu disse que conversei com Milton Caniff, mas ignorava o fato apontado pelo Danilo de que o velho Caniff é morto desde 1988. Agora fica a dúvida, ou conversei com o Sr. filho dele, já que me aproximei dizendo “Mr. Caniff!” e ele respondeu, ou tive um encontro paranormal com o antigo Mestre que faz questão de ultrapassar as barreiras da morte por um contato com os fãs. Perigoso, já que o evento contava com muitos Ghostbusters.

Também falamos pro Luciano Amaral no MOK da PlayTV. Nessa entrevista fica claro que na verdade sou irmão do Gustavo Duarte.


E o Grampo MTV do Cazé fez um programa especial sobre quadrinhos, entrevistando os Gêmeos e o Rafa.

Depois de San Diego, eu e o Gustavo demos um pulo em São Francisco para alegria de nossos amigos que já não encontravam motivos para nos chamarem de viados. Aproveitamos para desovar as últimas cópias dos nossos livros em algumas Comic Shops.

Aqui tem a lista das lojas nos EUA, Canadá e França onde você já pode encontrar o Diburros Sketchbook 2011 e a Birds do Gustavo:

 

• ISOTOPE, The Comic Book Lounge – 326 Fell St. San Francisco, CA 94102

• Dr. COMICS & Mr. GAMES – 4014 Piedmont Ave. Oakland, CA 94611

• CHALLENGERS Comics and Conversations – 1845 N Western Ave. Chicago, IL

• KHEPRI Comics – PO Box 24612 tempe, az 85285

• STUART Ng BOOKS – 20655 S. Western Ave. Ste. 104 Torrance, CA 90501

• THE BEGUILING – 601 Markham Street – Toronto, Ontario, Canada – M6G 2L7

• PULP’S ART – Rue Dante 75005 Paris, France

 

Obrigado pelos emails e comentários. Falta fazer um lançamento no Brasil, mas não demora. Vamos agitar alguma coisa por aqui.

Abs!

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Operação Thunderbolt

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HQ que desenhei para a revista “Aventuras na História”, edição 89, dezembro de 2010.

Como disse antes, são seis páginas focadas na libertação de mais de 200 reféns presos no aeroporto de Entebbe em Uganda pela unidade especial israelense Sayeret Matkal. “Operação Thunderbolt”, que segundo especialistas é a missão de resgate mais complexa e perfeita de todos os tempos.

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THE TNHUNDELBOLT OPERATION

Foi mais ou menos em agosto do ano passado que a Abril me procurou com a idéia de contar somente a parte final da operação, o resgate. A história toda é incrível e daria uma bela Graphic Novel, mas a revista tinha apenas seis páginas disponíveis. A princípio achei pouco, mas valia a pena tentar.

Eu não conhecia a operação, mas pesquisando rapidamente descobri que já virou vários livros, filmes, documentários, jogos e por isso tinha bastante material para usar. Li tudo que achei na internet, assisti ao documetário da National Geographic, vi o filme do Charles Bronson, do Forrest Whitaker (em homenagem ao Fabrício) e tentei botar tudo num roteirinho enxuto que coubesse nas três páginas duplas.

É claro que vários fatores começaram a pesar, acuidade histórica, a representação dos personagens, as discrepâncias entre os textos, estilo do traço, o público da revista, detalhes e mais detalhes. Tentei deixar tudo o mais claro possível mas, como em todos os meus trabalhos, vejo essas páginas e penso no quanto poderia ter feito diferente, melhor e mais interessante. Enfim, o resultado foi esse.

No comecinho de março desse ano, li que a Abril decidiu fechar essa redação. Uma pena, como tinha dito, eu achava que era um espaço bem bacana e promissor para as histórias em quadrinhos. Possivelmente o espaço apareça novamente em alguma outra publicação futura. Vamos ver.

*Publicado também pelo Issuu, cortesia do Rafael MozetoOperação Thunderbolt em Flash

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Operação Thunderbolt – Making of

Estudos de personagens, alguns thumbnails e fotos que tirei das páginas durante o processo.

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Idi Amin Dada Oumee.

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Muki Betser e Yonathan”Yoni” Netanyahu.

thumbs-entebbe-diburrosThumbnails. Tentando acertar uma diagramação interessante e que conte bem a história.

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O lápis. Naturalmente mais legal que o nanquim. Quem desenha sabe que é difícil manter a mesma “desenvoltura” com o pincel ou caneta, sempre dá uma amarrada. É pra isso que servem os anos de prática que virão.

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Steady purpose

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Nada contribui tanto para tranquilizar a mente como um sólido propósito.

De vez em quando, no meio do processo, parece que os personagens ganham vida. “Nothing contributes so much to tranquillize the mind as a steady purpose”, diria Mary Shelley.

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Sejamos nós indulgentes

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Operação Thunderbolt – Aventuras na História

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“Operação Thunderbolt” (ou “Operação Thunderball”, “Operação Entebbe” e finalmente “Operação Yonatan”) é o nome da espetacular operação militar da da unidade especial israelense Sayeret Matkal em julho de 1976, para libertação de mais de 200 reféns presos no aeroporto de Entebbe em Uganda durante o governo de Idi Amin Dada, que nada se parece com o Forest Whitaker, mas em compensação era praticamente gêmeo do nosso saudoso Mussa, o Kid Mu-Mu da Mangueira.

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A operação já virou vários filmes e livros e é considerada por muitos especialistas como a missão de resgate mais complexa e perfeita de todos os tempos.

Fiz uma HQ de seis páginas pra edição que acabou de sair da revista Aventuras da História89. É curtinha e focada apenas no resgate. Não sou de levantar bandeiras, mas acho que seria muito legal para os quadrinhos e para a revista se esse tipo de trabalho, com prazo e liberdade para os criadores de HQ se tornasse uma tradição. É uma tiragem que autores independentes e bons raramente costumam ver, e um tipo de conteúdo que deixaria a revista ainda mais interessante, isso sem contar o Hype e moda que envolve o tema “quadrinhos” hoje em dia.

UPDATE: Clique no link para ler a HQ – Operação Thunderbolt

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MSP+50, Noite de Autógrafos

MSP+50 – Noite de Autógrafos from Marcelo Braga on Vimeo.

Noite de autógrafos do lançamento do livro MSP+50, na livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, dia 26 de novembro de 2010.

Maurício de Sousa autografa e desenha nos livros da Turma da Mônica acompanhado de Emerson Lopes, Will, Danilo Beyruth, Diogo Saito, Nicolosi, Fábio Ciccone, Marcelo Braga, André Diniz, Luis Augusto, Tiago Hoizel, Kako, Mário Cau, Chico Zullo, André Kitagawa e Rogério Vilela, alguns dos autores do Álbum MSP+50, de 2010.

Esse pequeno documentário foi feito com uma Sony DSC-HX1 e editado no Imovie ’9 do Mac. A trilha sonora foi composta por Hans Zimmer, especialmente para esse filme.

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MSP+50

diburros-msp50-braga

O que o Franjinha, Bidu, Cebolinha, Cascão, Mônica, Sansão e Rodin têm em comum?

O “MSP + 50 – Maurício de Sousa por mais 50 artistas” sai agora, 15 de agosto, na 21ª Bienal do Livro em São Paulo. O Sidney Gusman já soltou previews no G1, Uol, R7, Terra e no Twitpic, dá pra ver que o livro tá bem bacana. Como eu já disse por aqui, são 50 artistas convidados desenhando histórias da Turma da Mônica, cada um do seu jeito. “Segula, Cascão!”


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