STAR WARS – Episódio VII

Como sua avó já dizia, tem duas coisas em que não se deve mexer, a brincadeira do copo e Star Wars. Tava lá a trilogia redondinha no box em VHS, foram mexer e deu no que deu. Agora, se você por acaso não conhece a história, mas gostaria de ver qual é, a dica é assistir só à trilogia antiga, filmes velhos dos anos oitenta com música tema de Richard Cheese, ou então só ao que saiu depois de 99, a trilogia nova e as séries, jogos e todas outras firulas relacionadas. É que são coisas diferentes, não dá pra misturar.

Até o George Lucas se ligou que a tetinha já tinha secado, mas espremeu o máximo que deu e depois vendeu pra Disney. Nessa era pós-apocalíptica em que vivemos é hora de costurar os pedaços que sobraram dos filmes velhos e ferver no caldo dos novos pra ver que bicho sai, mesmo que isso signifique acabar com o pouco de dignidade que restou da série original.

 

“STAR WARS – Episode VII – O Jedi Where Art Thou?”

Recentes declarações de executivos da Disney e Lucasfilm garantem que vem muita coisa por aí, inclusive uma trilogia nova com todos os atores velhos de volta, mesmo os que já morreram. Trata-se do “Episode VII – O Jedi Where Art Thou?”, em português “Episódio VII – E Aí Jedi, Cadê Você?” A idéia é seguir com a saga da problemática família Skywalker, agora sem objetivo, já que tudo se resolveu completamente com o fim do terrível Império Galáctico e do vilão Darth Vader. Fontes muito confiáveis e sigilosas garantem que a nova produção deve girar em torno do filho de Han Solo e Princesa Léia, Cauã Skywalker, sobrinho artista e meio trotskista de Luke Skywalker que detesta a idéia de herdar sozinho a filosofia Jedi, mas ajuda o tio em suas palestras pela galáxia. Mais pra dar uma força, já que ninguém quer saber disso, especialmente quando o assunto é midiclorium. Enfim, como Jedi, Luke nem era lá essas coisas, só teve mestres velhos ou mortos e nem treinou tanto assim.

Mos Eisley, antes um antro de escória e vilania, virou uma balada bombada em Tatooine, propriedade de Lando Calrissian, que atua em áreas de entretenimento adulto, pecuária, hotelaria e faz qualquer coisa pra lucrar em cima da saga. Léia comanda um decadente programa de entrevistas onde trata de assuntos como o alcoolismo que superou, dicas de saúde e receitas espaciais. Han Solo, cansado de consertar e reformatar o R2-D2 e C3PO, deu os dróides para um primo distante e comprou uns novos da apple bem mais modernos. Custam caro e não duram tanto, mas com o novo processador, além de ganharem uma nova câmera, ficaram 22% menores e carregam aplicativos mais rápido. Cheewbacca continua o mesmo de sempre, passando o rodo na corte da Princesa Léia, fazendo tours com a Millenium Falcon e tratando Cauã, com um carinho todo especial. A semelhança entre esses dois é meio estranha, mas tem ainda muitos filmes pra essa história se resolver, garantem os executivos. Apesar da relativa estabilidade da República, a família ainda tem que lidar com velhos que frequentemente dizem que as coisas funcionavam melhor durante o Império, mas apreciam o feriado “Life Day”, que volta aos calendários galácticos e é celebrado por todos com músicas bizarras e baixa qualidade de vídeo.

Ontem mesmo vazou na internet o texto introdutório do filme, que você confere aqui com exclusividade:

“Episódio VII
E AÍ, JEDI. CADÊ VOCÊ?

É um período de tédio na galáxia. Concursos de Cosplay acontecem por toda parte.
Han Solo ainda toma remédios para reduzir os níveis de carbonite no sangue enquanto a Princesa Leia tenta salvar seu desgastado talk show nas manhãs de sábado.

Cauã Skywalker, estudante de artes plásticas e filho de Han e Leia, muito pouco se interessa pela filosofia Jedi. O fato de ser a cara do tio Chewbacca incomoda, mas pouco é mencionado.

De volta a Tatooine, sobrevivendo apenas de palestras motivacionais, Luke Skywalker enfrenta agora um inimigo ainda mais mortal, a obesidade….”

O filme tem previsão de estréia para 2015 e a ilustração foi feita para o OmeleTV #208. Abaixo as etapas da pré-visualização desse grande blockbuster.

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Jornada do Herói

“A hero is someone who has given his or her life to something bigger than oneself”, Joseph Campbell

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Luther Strode

The Legend Of Luther Strode #2 (of 6) Story by Justin Jordan Art By Tradd Moore Colos by Felipe Sobreiro

Semana passada saiu nos EUA a segunda edição do gibi “The Legend of Luther Strode”, segunda mini-série do personagem. A primeira é do fim de 2011 e eu já estava devendo, o Felipe Sobreiro tinha me convidado para fazer um pin-up, mas acabei não conseguindo entregar. No fim de outubro, quase um ano depois, o convite voltou. Já estavam trabalhando no segundo número da série nova, o Felipe me mandou um PDF do primeiro e tentei fazer o mais rápido possível. Deu tempo, dessa vez enviei a imagem antes de fecharem o número dois. O resultado tá aí, saiu no fim da revista.

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PETENSTEIN

“If I cannot inspire love, I will cause fear!” Mary ShelleyFrankenstein

“Eu sou o Dollynho. Sou amiguinho!”  DollynhoDolly Guaraná

“Na teoria parece lindo. Na prática, vira uma coisa medonha!” Cavallini, CoxaCreme

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Até 2013

É hoje, nessas últimas horas do dia 20 (e também do calendário Maia), que  fecho a lojinha e me preparo para o fim do ano (ou dos tempos). Espero voltar em janeiro, com ou sem apocalipse. Afinal, do zero ou não, é sempre hora de recomeçar. Aproveitem as festas e quem sabe, o espetáculo!

Abs!

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Quatro Quadros

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Avante Avengers

Quem você gostaria de ver no próximo filme dos Vingadores? Essa foi a pergunta feita no OmeteTV # 171, já pensando no futuro da franquia no cinema. O grupo tem muitos heróis, mas sem dúvida os melhores são Hércules e o Magnum ( Wonder Man, Homem-Maravilha, sei lá ) que muito injustamente ficaram de fora do primeiro filme. Não dá pra entender, eles são perfeitos para o cinema, parecem que foram escritos para a tela grande, não?

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Sir. Fritz Köhler

Tributo a Sir. Fritz Köhler (* 1909  + 1932), esquecido chimpanzé brasileiro pioneiro da aviação. Ainda jovem no início de 1918, foi escolhido para representar seu grêmio estudantil numa viagem aérea pioneira entre as Ilhas Canárias e o Largo da Batata. Era uma época de grandes aventuras e se hoje ainda é perigoso sobrevoar o Atlântico em aeronaves pequenas, naquele tempo beirava a insanidade.

A viagem começou no Marrocos, em março de 1918, e terminou em Louveira – SP, em janeiro de 1926. Após terem sido cobertos milhares quilômetros fora do percurso com incontáveis e inúteis horas de vôo a cada instante interrompidos pelos mais variados problemas, o segundo pouso em terras brasileiras ocorreu no dia 11 de novembro de 1925, quando Sir. Fritz acreditou ter encontrado uma antiga e perdida cidade inca no meio de Minas Gerais. Era apenas São Thomé das Letras.

O episódio foi posteriormente narrado pelo próprio Fritz a um repórter do jornal “A Pitanga”, “Quando levantei vôo de Tamandaré, encontrei forte temporal pela proa. Rompi o mau tempo com dificuldade, mas tive de procurar abrigo. Tomei a direção sul e depois de reconhecer Cruzília, desci às 18h42, próximo à cidade mística, então nomeada por mim de “Pacha-Macha-Köhler”. O tempo lá fora era ameaçador e místico. Não foi possível prosseguir e passei a noite matando mosquitos, inventando uma nova receita de cachaça e jogando bingo comigo mesmo, bem baixinho, pois não queria perturbar as entidades incas que ali habitavam”. Essa e outras empreitadas tornaram a viagem de Sir. Fritz uma terrível aventura de obstáculos, só superados pela coragem e completa falta de bom senso do símio. Köhler foi recebido pelo presidente de sua agremiação, o conhecido (também aventureiro, inventor, boêmio, jogador, cronista, amante incorrigível, artista, esportista e sambista entre outras coisas) Dr. Pedro Paiva, recebendo um prêmio de 200 contos de réis.

Depois disso viajou à Índia, voltou ao Largo da Batata e iniciou negociações para montar um Cassino/Alambique. Foi quando ocorreu sua morte brutal e inesperada, dia 17 de fevereiro de 1932. Até hoje o episódo não é bem explicado, mas seu amigo Pedro Paiva em seu livro “As Brumas de um Poeta sem Escrúpulos”, sustenta que Sir. Fritz foi vítima dos poderosos lobbies interessados em atrasar o desenvolvimento brasileiro. A verdade talvez nunca venha à tona. A versão oficial diz que depois de discutir com seu cabideiro trazido da Antuérpia, sacou uma arma e suicidou-se.

Em 1971, atendendo as aspirações dos seus colegas, o então presidente do grêmio, Jorge Luiz, sancionou uma nota de rodapé dos autos da agremiação, oficializando o nome de Sir. Fritz Köhler para o banheiro público a ser construído no Largo das Batata. Justiça, mas ainda pequena para o destemido chimpanzé que em 1918 soube antever a importância econômica da ligação aérea regular entre as Ilhas Canárias e um lugar qualquer de São Paulo e ainda teve coragem de investir na aviação e Cassinos/Alambiques no Brasil. Sua histórica viagem também era considerada loucura, mas ele, ainda que mais ou menos, a concluiu.

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The Hurleymobile

O J. J. Abrams aprontando das suas num daqueles sagazes posts feitos pelo Cava no Coxa.

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Tartarugas Ninja do Espaço (de terno)

Tartarugas Ninja Mutantes Adolescentes e Alienígenas é o que aparentemente vem por aí no seu novo filme, assunto do OmeleTV #167 que também falava do MAD MEN, e é por isso que as tartarugas estão de terno. O desenho que acabou ficando foi esse aqui embaixo, menos viagem, mais comportado e mais legal para ilustrar a matéria, ou pelo menos era o que eu pensava naquele dia.

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