Foi num final de domingo em São Carlos, todo mundo na mesa digerindo o churrasco, alguém (claro) vendo o Faustão, e eu desenhando um simpático diabinho queixudo, um pouco com cara de Hellboy, enquanto decidia se a gente voltava pra São Paulo no domingo ou na segunda cedo. Acho sempre muito feio quando vejo o jeito que eu seguro a lapiseira em fotos. Dá pra ver nessas que minha irmã tirou e acabaram aqui cumprindo função de making of. Ela tem um Flickr legal tb, caso alguém queira dar uma olhada.
Fiz esse filminho de 1 minuto em São Carlos num domingo chuvoso, com lâmpadas instáveis e meu pai ouvindo o Palmeiras no radinho de pilha. Como dá pra perceber, ninguém tinha nada melhor pra fazer.
Em 1984, quando eu tinha 7 anos, inventei um grupo de soldados (claramente inspirados nos Comandos em Ação) chamado Patrulha TEX. Essa é a capa da 3ª edição do gibi que eu mesmo desenhava.
—essa porra de blog não pula linha —
Em 1997, reencontrei meus quadrinhos e resolvi redesenhar essa capa, pra ter uma idéia de como eu tinha evoluído. Mais tarde, em 2004, reencontrei a segunda versão, e pra comemorar os 20 anos de Patrulha TEX , refiz o desenho mais uma vez.
Gostei da idéia e decidi que vai ser assim. A cada 10 anos, contando a partir de 84, vou refazer esse mesmo desenho. Tudo bem que o primeiro intervalo tenha sido de 13 anos, o legal vai ser poder ver como os desenhos evoluem nesse espaço de tempo. Hoje mesmo eu olho e penso que faria tudo diferente, mas ainda vou esperar uns 5 aninhos pra conferir a próxima versão. Isso é, se o calendário Maia permitir.
Acho que é uma experiência interessante pra quem gosta de desenhar e certamente recomendo, mesmo que só mostre o resultado uma vez a cada década.
Andando de bike pelo Residencial Samambaia, em São Carlos, me deparei com essa brilhante intervenção. Não dá pra ler direito o nome do autor, mas é algo como “Pedilara”.
Bike e carro feitos com lápis azul, Lamy, pincel com água, detalhes com canetinha vermelha e depois de seco, mais traços de Lamy pra consertar as cagadas mais feias. Com essa tinta, primeiro as manchas ficam azuladas, passam os dias e vão pro esverdeado, finalmente acabam no amarelo ferrugam.